quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Descontextualizado...



"Por isso aqui estou
com arma sem munição,
carne para canhão
para contar toda a verdade...
...e liberdade.
(...)
O silêncio é vergonha,
arma mortal, punhal
que mata e maltrata
escondido, sem ruído,
tantas vezes repetido,
e penetra no meu corpo,
que deixa morto
pelas costas...
sem resposta.
(...)
País eterno
que deixo no caderno
tenho medo que me esqueças
e me peças para calar a voz
mas não o faças,
porque ontem foram outros
e hoje nós."

Pedro Abrunhosa


Como primeiro post decidi publicar um excerto de um poema de Pedro Abrunhosa, que foi escrito num contexto completamente diferente. Também ele um portuense atento e apaixonado pela cidade e certamente muitos se recordaram dele como uma voz activa aquando da tentativa de transformação do Coliseu num espaço de oração.

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